Tratamentos

Câncer de Pele

O câncer da pele é o tipo de tumor mais incidente na população, correspondendo cerca de 25% dos cânceres do corpo humano. É definido pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.  Em 2014, foram estimados 188.020 novos casos no Brasil, segundo estatísticas do Instituo Nacional do Câncer (INCA). No entanto, 90% dos casos de câncer da pele podem ser curados se detectados no início.

Basicamente há 3 tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.

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Carcinoma basocelular (CBC)

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum, constituindo 70% dos casos. Porém, felizmente, é o tipo menos agressivo. O carcinoma basocelular apresenta crescimento muito lento e dificilmente invade outros tecidos e causa metástase. No entanto, quando atinge áreas como nariz, orelhas e pálpebras, pode deixar cicatrizes inestéticas. É mais frequente em pessoas de meia-idade e idosos, sendo mais observado na pele exposta ao sol (face, orelha, couro cabeludo, pescoço, ombros, tórax e dorso). Quase metade das pessoas que tiveram um CBC vão ter outro num prazo de cinco anos do diagnóstico. Isso significa que, quem já teve esse tipo de câncer de pele, deve manter um acompanhamento dermatológico regular. 

O carcinoma basocelular pode apresentar apenas uma aparência carcinoma-basocelular-em-mulherlevemente diferente da pele normal, sendo mais comum no rosto, pescoço e outras partes que ficam muito expostas ao sol. Ele se parece com uma protuberância (nódulo) que:

  • Tem aparência perolada, como se fosse recoberto de cera
  • Pode ser branca, rosa claro, bege ou marrom
  • Sangra com facilidade
  • Se parece com uma ferida que não cicatriza
  • Pode formar crosta e drenar algum líquido

 

Carcinoma espinocelular (CEC)

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, sendo responsável por cerca de 20% dos tumores cutâneos não melanoma. Frequentemente, o carcinoma espinocelular cresce nas áreas expostas ao sol, sendo predominante em pacientes a partir da sexta ou sétima década de vida. No entanto, a exposição solar não é o único fator de risco. Feridas crônicas, cicatrizes antigas, uso de medicamentos imunossupressores, exposição à radiação e a agentes químicos podem aumentar o risco de desenvolvê-lo. Sua evolução é mais agressiva e pode atingir outros órgãos, caso não seja retirado com rapidez. Ele apresenta maior capacidade de metástase do que o carcinoma basocelular.

As localizações mais comuns para o aparecimento do carcinomaepidermoide espinocelular são as áreas expostas ao sol, sendo que 70% dos casos ocorrem sobre a cabeça (couro cabeludo e orelha), pescoço e dorso das mãos, e 15% desses tumores acometem os membros superiores. É comum na boca e pode ocorrer também nas membranas mucosas e genitais. Ele apresenta-se como uma mancha ou caroço (nódulo) que:

  • Mostra sinais de dano solar na pele, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade
  • Tem cor avermelhada
  • Tem aparência mais endurecida, com descamação e crostas no local, podendo drenar algum líquido
  • Tem crescimento rápido (em geral meses)
  • Se parece com uma ferida que não cicatriza

Melanoma

O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento). É o tipo menos frequente de câncer de pele, porém é o que tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. A detecção precoce é de fundamental importância neste tipo de câncer de pele, pois as chances de cura aumentam muito quando diagnosticado em fases iniciais. Em estágios mais avançados, o melanoma pode produzir metástases (espalhar para outros órgãos do corpo). Em geral, o melanoma tem a aparência de uma pinta, que pode apresentar mudança de cor, formato e tamanho, além de poder causar sangramento. Pessoas de pele clara têm risco aumentado de apresentar melanoma. A hereditariedade também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de melanoma. Por isso, os familiares de pacientes com histórico de melanoma devem ter acompanhamento dermatológico regular, especialmente os parentes de primeiro grau.

O melanoma pode ocorrer na pele, olhos, nas orelhas, no trato gastrointestinal, nas membranas mucosas e genitais. As áreas mais comuns são o dorso para os homens e os braços e pernas para as mulheres. Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são:

  • Uma mudança em uma mancha ou pinta existente
  • O desenvolvimento de uma nova mancha ou pinta bem pigmentada ou de aparência incomum em sua pele
  • Outras mudanças suspeitas podem incluir: coceira, sangramento e a não cicatrização da área.

ALERTA: Fique atento                                                                                            

O câncer de pele varia muito na aparência. Alguns podem mostrarcomo-cuidar-nuestros-lunares_1_1174075 todas as alterações citadas, enquanto outros podem ter apenas uma ou duas características incomuns. Por isso, como regra geral, qualquer novo sinal na pele ou mudança em uma pinta/mancha que já existia deve servir de alerta para procurar um médico. É importante procurar um médico sempre que notar uma nova lesão, ou quando uma lesão antiga tiver algum tipo de modificação. Existe uma regra didática para os pacientes, chamada ABCDE, cujo objetivo é reconhecer o melanoma em seu estágio inicial: 

  • Assimetria: imagine uma divisão no meio da pinta e verifique se os dois lados são iguais. Se apresentarem diferenças deve ser investigado
  • Bordas irregulares: verifique se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme
  • Cor: verificar se há várias cores misturadas em uma mesma pinta ou mancha
  • Diâmetro: veja se a pinta ou mancha está crescendo progressivamente
  • Evolução: observe mudanças na aparência das pintas

 

Fatores de risco:

  • Exposição solar –  Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para câncer de pele. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco dela ter um câncer de pele.
  • Idade e sexo – O câncer de pele incide preferencialmente na idade adulta, a partir da quinta década de vida, uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele. Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.
  • Características da pele – Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer câncer de pele, assim como aquelas que têm albinismo ou sardas pelo corpo. Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco. Aqueles que têm muitos nevos (pintas) espalhados pelo corpo também devem ficar atentos a qualquer mudança, como aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas que já existem. Pessoas com pintas ou manchas de tamanhos grandes também devem ficar atentas.
  • Histórico familiar – O câncer de pele é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco.
  • Histórico pessoal – Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de desenvolver um tumor. 
  • Imunidade enfraquecida – Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele. Isso inclui as pessoas que têm  leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.

Tratamento do câncer de pele

O tratamento mais indicado para o câncer de pele é a cirurgia para retirada do tumor. Entretanto, dependendo do tipo de tumor, de sua localização e da idade do paciente outras terapias podem ser realizadas antes do procedimento cirúrgico. Há outras situações em que a cirurgia somente pode não ser suficiente para a retirada total do tumor, ou que o comportamento deste possa pedir outras medidas. Nesses casos, o médico pode indicar outros tratamentos para erradicação do câncer de pele, que variam conforme o tipo.

Prevenção

Cuidado com a exposição solar

É extremamente importante evitar a exposição solar sem proteção adequada para prevenir o câncer de pele. Para isso, é necessário adotar uma série de hábitos:

  • Usar filtro solar FPS no mínimo 30, diariamente. Reapliqueo pelo menos mais duas vezes no dia e espere pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol
  • Procure evitar os momentos de maior insolação do dia (entre 10hs e 16hs) e fique na sombra o máximo que você puder. O sol emite vários tipos de radiação, sendo os tipos UVA e UVB os mais conhecidos. Os raios UVB são os mais prejudiciais, responsáveis por aquela pele avermelhada, que fica ardendo, e sua concentração é maior nos horários centrais do dia, quando o sol está mais forte. Já os raios UVA são aqueles que deixam a pele bronzeada e oferecem menos risco
  • Além do protetor solar, use protetores físicos, como chapéus e camisetas

Conheça a sua pele

Examinar sua pele periodicamente é uma maneira simples e fácil de detectar precocemente o câncer de pele. Com a ajuda de um espelho, o paciente pode enxergar áreas que raramente consegue visualizar. É importante observar se há manchas que coçam, descamam, sangram ou não cicatrizam, além de perceber se há pintas que mudaram de tamanho, forma ou cor. O diagnóstico precoce é muito importante, já que a maioria dos casos detectados no início apresenta bons índices de cura. Portanto, a qualquer sinal de alarme, procure um médico dermatologista.

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