Tratamentos

Queda de cabelo

Alopecia-Androgenética-Calvície

Em média, o couro cabeludo contém 100.000 fios de cabelo e todos os dias, nós perdemos cerca de 100 a 120 fios. Isso é absolutamente normal, pois assim como as células da pele, os cabelos são renovados naturalmente. Novos fios de cabelo, que têm um ciclo de vida médio de 2 a 7 anos, substituem os fios perdidos diariamente. Cada folículo capilar produz um novo fio de cabelo durante a sua fase de crescimento. Os  cabelos terão cerca de 25 a 30 ciclos como este durante toda nossa vida.

O ciclo de crescimento de um fio consiste em três fases sucessivas: a fase de crescimento, a fase de transição e a fase de repouso. Para que haja cabelo suficiente em sua cabeça, aproximadamente 85% dos fios sempre estão na fase de crescimento (anágena) e apenas 14%, na fase de repouso (telógena). Se essa proporção entrar em desequilíbrio, as consequências podem ser desagradáveis: o processo de queda de cabelos pode acelerar, caindo mais fios que o que pode voltar a crescer, provocando uma perda visível de cabelo.

Doenças que podem levar a queda dos cabelos:

     1. Efluvio telógeno

Quadro de queda intensa de cabelos que estão na fase telógena. Pode estar associado a diversas causas: 

  • Febre alta ou infecção grave
  • Pós parto
  • Cirurgias, perda de sangue repentina
  • Doenças da tireóide
  • Estresse emocional grave
  • Dietas restritivas, principalmente as que não contêm proteína suficiente
  • Deficiências nutricionais
  • Suspensão do uso de contraceptivos orais

Geralmente a queda dos cabelos começa 2 a 4 meses após o fator desencadeante e pode resolver espontaneamente após 3 a 6 meses. Em alguns casos o eflúvio telógeno torna-se crônico, sendo muitas vezes difícil identificar a causa do quadro. A queda de cabelos pode ser intensa, principalmente após pentear os cabelos, na lavagem durante o banho, no travesseiro, assustando o paciente já que grande número de fios podem ser desprendidos. O uso de medicações locais e/ou orais podem ser utéis para a redução da queda dos cabelos. É importante também corrigir as causas da queda, caso elas sejam identificadas.

O cabelo em geral recupera bem após a melhora do efúvio telógeno, mas o paciente pode levar alguns meses para notar, já que o cabelo cresce em torno de um centímetro ao mês.

     2. Alopecia Androgenética (calvície)

A calvície, também conhecida como alopecia androgenética, é uma manifestação que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, onde os fios sofrem um processo de afinamento e miniaturização. Os pêlos vão se tornando cada vez mais finos e têm o seu tamanho diminuído, levando a uma redução do volume global. Mulheres e homens podem ser acometidos. Em geral, a causa da alopecia androgenética masculina é genética, enquanto na mulher, alterações hormonais também podem ter uma grande influência.

Após uma avaliação completa, é possível definir o melhor tratamento para cada paciente, assim como determinar os cuidados necessários para cada tipo de cabelo. O tratamento clínico consiste no uso de medicações tópicas aplicadas diretamente no couro cabeludo, associado ou não a medicamentos de uso oral, os quais serão prescritos de acordo com o caso do paciente.

     3. Alopecia Areata

Doença auto-imune, que atinge igualmente homens e mulheres, caracterizando-se pela perda repentina de pêlos nas áreas afetadas. Pode atingir o couro cabeludo, assim como outras áreas corporais, como barba, cílios, sobrancelhas. O quadro pode ser localizado (alopecia areata em placas) e mais raramente pode acometer todo o couro cabeludo (alopecia areata total) e também atingir todos os pelos corporais (alopecia areata universal).

A alopecia areata pode melhorar espontaneamente ou pode tornar-se crônica. O tratamento vai depender da extensão do quadro e a sua duração vai variar com a resposta de cada paciente. Medicações de uso local, oral são opções a serem feitas, assim como a injeção de medicações nas placas sem pêlos.

     4. Dermatite seborreica 

Dermatite seborreica, também conhecida pelos nomes de seborréia ou caspa, é uma afecção crônica, não contagiosa, que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de um fungo (Malassezia sp).

As causas da dermatite seborreica não são conhecidas. Sabe-se que alterações hormonais, estresse, clima seco, frio e mudanças bruscas de temperatura agravam o quadro. Os indivíduos HIV positivos, portadores de doenças neurológicas e outras doenças crônicas têm maior prevalência da doença.

Ela se manifesta sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam principalmente no couro cabeludo. Em alguns casos muito intensos, podem ser confundidas com psoríase do couro cabeludo. 

Não existe tratamento para a cura definitiva da dermatite seborreica, mas existem medicamentos específicos para a pele e o couro cabeludo capazes de controlar os sintomas. Medicamentos administrados por via oral também podem ser usados, principalmente em caso de dermatite seborreica extensa e refratária a medicações tópicas.

     5. Psoríase

Psoríase é uma doença inflamatória da pele, crônica, não contagiosa, multigênica (vários genes envolvidos). Além da genética, outros fatores estão envolvidos no aparecimento e evolução da doença. Fatores psicológicos, estresse, exposição ao frio, uso de certos medicamentos e ingestão alcoólica pioram o quadro.

Caracteriza-se por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas, que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.

Psoríase não tem cura, tem tratamento e portanto controle. Não há como prevenir a doença, embora seja possível controlar a reincidência.

    6. Líquen plano pilar

O líquen plano pilar (LPP) é uma variante cutânea rara de líquen plano que afeta os folículos pilosos. Pode ocorrer isoladamente ou em associação com formas mais comuns de líquen plano (cutânea ou oral). Sua causa é desconhecida, mas acredita-se que seja uma patologia autoimune. Os fatores desencadeantes podem ser agentes farmacológicos, sensibilizantes de contato ou agentes infecciosos. Afeta mais frequentemente as mulheres e, em geral, manifesta-se na idade adulta (40-60 anos de idade), com alguns casos raros na infância.

Ocorre inflamação perifolicular, escamas e queda de cabelo. Podem ser assintomáticos ou terem prurido ou desconforto. O couro cabeludo é a área mais frequentemente afetada, mas toda a pele com pêlo pode ser acometida, como por exemplo as axilas ou a região púbica. Lesões de alopecia cicatricial, únicas ou múltiplas, sem orifícios foliculares são típicas.

Os tratamentos atuais visam diminuir a progressão da queda de cabelo e reduzir os sintomas. Os corticosteróides tópicos, intralesionais e orais são o principal tratamento. O uso de medicações orais para evitar a progressão da doença pode ser necessária.  Infelizmente, a reincidência é frequente. 

    7. Alopecia frontal fibrosante

Uma das variantes do líquen plano pilar. Na Alopecia frontal fibrosante, existe perda simétrica e progressiva da linha anterior de implantação do couro cabeludo associada a perda das sobrancelhas. 

    8. Outras possíveis causas da perda de cabelo:             queda-de-cabelo-feminino4

  • Anemia
  • Doenças autoimunes
  • Queimaduras
  • Determinadas doenças infecciosas, como a sífilis
  • Deficiência de zinco
  • Alterações hormonais
  • Doenças da tireóide
  • Hábitos nervosos, como puxar o cabelo ou esfregar o couro cabeludo constantemente
  • Radioterapia
  • Tinea capitis (micose no couro cabeludo)
  • Tumor no ovário ou nas glândulas suprarrenais

Tratamento

Após uma anamnese detalhada e, se necessário, a realização de exames laboratoriais o médico irá optar pelo tratamento adequado. Este poderá ser realizado através do uso de tópicos (shampoos e loções) e medicações orais.

Mais recentemente, a associação de diversas modalidades terapêuticas realizadas em consultório têm apresentado excelentes resultados. Confira abaixo alguns dos mais novos tratamentos:

  • Mesoterapia: A mesoterapia ou intradermoterapia consiste em microinjeções, diretamente no couro cabeludo, de substâncias específicas capazes de promover o crescimento dos fios.
  • Laser Fracionado não Ablativo (laser de CO2) ou Microagulhamento: A aplicação do laser fracionado não ablativo ou microagulhamento no couro cabeludo é capaz de estimular e acelerar o crescimento de novos fios. Além desse benefício, o laser aumenta a permeabilidade da pele, permitindo maior penetração dos princípios ativos aplicados imediatamente após o procedimento.
  • Drug Delivery: Drug Delivery é um novo conceito que vem sendo utilizado em diversas áreas da dermatologia, inclusive no tratamento das doenças dos cabelos e couro cabeludo. O uso de tecnologias como os laseres fracionados e o microagulhamento aumentam a permeabilidade da pele, possibilitando maior penetração dos principios ativos aplicados. 

 

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